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18 de maio | sexta | 15.30 e 21 horas

Capela do Espírito Santo dos Mareantes, Sesimbra

Para comemorar o Dia Internacional dos Museus, o Museu Municipal de Sesimbra propõe duas iniciativas originais que pretendem captar a atenção do público para a importância de conhecer e preservar estes espaços carregados de história.
A primeira iniciativa realiza-se às 15.30 horas, e inclui também uma visita ao núcleo museológico. Às 21 horas, a atividade para os mais novos tem como ponto de partida os grafitos das embarcações visíveis nas paredes do Hospital Medieval, que vão inspirar histórias sobre viagens repletas de aventuras. Simultaneamente, é organizado um roteiro pelo centro histórico da vila de Sesimbra, destinado aos pais das crianças que participam nesta iniciativa.

PROGRAMA


15.30h
Chá e Bolinhos
• Derstinatários: comunidade em geral
21h
Chiuu… é segredo!
• Destinatários: crianças dos 5 aos 12 anos
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• Inscrições: até 17 de maio / 21 228 82 07/6 /
museu@cm-sesimbra.pt

CONVITE

Todas as crianças já viram peixe nas peixarias onde as mães, habitualmente, o compram.

Mas e tocar nele? Abrir-lhe a boca? Ver de perto as barbatanas? Sentir a sua pele?

A equipa do Serviço Educativo do Museu Municipal de Sesimbra promove uma iniciativa em colaboração com a Docapesca, desde o ano letivo 2010/2011, dirigida a todos os alunos das escolas do concelho. Numa primeira fase a equipa dirige-se às escolas para falar da pesca e de como esta proporcionou o desenvolvimento da economia local. Numa segunda fase, cada turma  visita a Docapesca e conhece de perto o local onde o peixe é vendido antes de chegar às peixarias.

Cada visita é uma experiência única e memorável, pois depende das espécies de peixes ou de moluscos que tenham acabado de chegar à Lota. Já vimos sardinhas, carapaus, sardas, cavalas, lulas, polvos, sapatas, tubarões, moreias, peixes-aranha, peixe balão, raias fêmeas, raias macho, safios, etc.

Durante este ano letivo, de certeza que já mudámos a forma de ver o peixe de muitas crianças, nomeadamente do 4ºD, 3ºA, 3ºE e 3ºB da Escola Básica 1º Ciclo da Quinta do Conde nº 3.

Aguardamos ansiosamente pelas visitas do 3ºC e 3ºD ainda neste ano letivo!

(Este é um polvo que, segundo o 3ºE, “já teve melhores dias!”)

Culminou com a picagem das mós a fase de recolha e registo de conteúdos para a inscrição das manifestações de saber-fazer do Moinho do Outeiro (Azoia)  no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (IMC). Este processo conta com a colaboração de Luís Rocha (proprietário e moleiro) e de seu pai José Rocha (moleiro).

A picagem das mós é uma tarefa tradicionalmente exclusiva de moleiros, considerando o grau de experiência requerido e a responsabilidade inerente ao trabalho com peças de custos elevados como é o caso de um casal de mós.

Um casal de mós é composto pelo “poiso” (mó de baixo) e pela “andadeira” (mó de cima). Os casais de mós foram produzidos, ao longo do tempo, com tamanhos diferentes, a que correspondiam diferentes usos, consoante o engenho, e também distintas velocidades ideais de funcionamento. Conheceram maior sucesso as mós de 120 cms de diâmetro que obtinham melhores resultados funcionando próximo das 122 rotações por minuto.

O funcionamento destas peças, fulcrais no sistema de moagem, é causador do seu desgaste, motivo pelo qual era requerida a sua manutenção: a picagem. A este propósito, é de referir que existem diferenças quanto à qualidade das peças. Assim, por exemplo, as mós designadas de “francesas”, construídas com materiais de grande dureza, de que é exemplo o quartzo de água doce, podiam ser utilizadas na produção de muito mais sacas de farinha do que as mós feitas de material pétreo mais brando, como é o calcário, que podiam necessitar de ser picadas ao fim de meia centena de sacas.

A picagem das mós consiste na actividade de imprimir às suas faces, canais, sulcos e estrias simétricas e com forma específica que, numa primeira fase da moagem, permitam esmagar e triturar os grãos de cereal, na área da mó que se designa de “esmagadouro” e, numa segunda fase, já próximo da beira da peça, permitam desfazer o cereal já partido na desejada farinha.

A face do “poiso” é sempre ligeiramente convexa, correspondendo à concavidade da face da “andadeira” e é a esta harmonia que se chama o “casamento”. Esta forma destina-se a conduzir o cereal em moagem para a parte exterior do casal, ou seja, do “olho” (centro da mó) para a “beira” (parte exterior). A expressão correcta é “do olho à beira”. Respeitando estes preceitos, para picar uma mó utilizam-se instrumentos específicos: uma “bujarda” (ferramenta de canteiro), uma “picadeira” ou um “picão” encabados, uma régua grossa e sem empenos de qualquer espécie, um “graminho”, ferramenta de carpintaria que serve de “bitola de riscar” e outras específicas do ofício de moleiro.

A mó andadeira é removida. Luís e José Marques Rocha avaliam o estado da superfície da mó andadeira (francesa).

Detalhe da superfície da mó andadeira.

Avaliação da convexidade do poiso.

Avaliação da concavidade da andadeira.

Enquanto a mó andadeira é limpa, o poiso é bujardado.

Luís Rocha utiliza um picão com ponta revestida a pó de diamante para picar a área de esmagadouro da andadeira.

Picadeira e vassourinha, bens móveis associados à manifestação do saber-fazer da arte de moleiro.

No âmbito das comemorações associadas ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Museu Municipal de Sesimbra propõe uma visita guiada aos Monumentos Naturais da Pedra da Mua e dos Lagosteiros.

Dia / horário: 18 de Abril, das 10.30h às 12.30h

A visita é destinada a adultos e menores acompanhados, com interesse pela temática da Paleontologia. Aconselha-se preparação física mínima e vestuário adequado à época.

As inscrições, limitadas a um máximo de 15 participantes, poderão ser feitas através de telefone (212288206 / 207), fax (212288265) ou e-mail (museu@cm-sesimbra.pt).

O Museu Municipal de Sesimbra submeteu, no passado dia 23 de Fevereiro, o seu pedido de credenciação perante a Rede Portuguesa de Museus.

A Estrutura de Projecto Rede Portuguesa de Museus foi criada em 2000 (Despacho conjunto 616 de 17 de Maio), na dependência do antigo IPM, Instituto Português dos Museus.

Objetivos:

  • A valorização e a qualificação da realidade museológica nacional;
  • A cooperação institucional e a articulação entre museus;
  • A descentralização de recursos;
  • O planeamento e a racionalização dos investimentos públicos em museus;
  • A difusão da informação relativa aos museus;
  • A promoção do rigor e do profissionalismo das práticas museológicas e das técnicas museográficas;
  • O fomento da articulação entre museus.

    Site: Rede Portuguesa de Museus



  • Terminou hoje o processo de desmontagem da Casa Ideal, mercearia bem conhecida dos sesimbrenses e que será recuperada no âmbito da reconversão do edifício da Rua Aníbal Esmeriz em futura sede do Museu Municipal de Sesimbra.

    O trabalho de desmontagem, pacientemente levado a cabo pelo Sr. Henrique, carpinteiro das Pedreiras e pelo Sr. Américo, seu ajudante, começou pelo final da sequência de montagem, já que este mobiliário, ao contrário do que acontece hoje em dia, era em parte feito no local.

    Durante o processo foram recolhidos bens móveis que agora integram a reserva do Museu Municipal e um conjunto de documentação que fará parte do já existente Fundo Casa Ideal no Arquivo Municipal.

    SESIMBRA: MEMÓRIA E IDENTIDADE
    27 ABR | sex | 21.30h
    Conversas na Capela

    A indústria de conservação de pescado na vila de Sesimbra tem uma tradição com cerca de dois mil anos. Em meados do século XIX, a implantação da indústria de conserva de peixe em azeite trouxe um importante incremento para o desenvolvimento da atividade, a qual se mostrou tão rentável que, no início do século seguinte, laboravam na vila cerca de 14 fábricas, tendo a última encerrado em 1963. Atualmente, Sesimbra fornece o peixe-espada preto para a empresa conserveira do herdeiro da última fábrica que existiu no concelho, e assiste ao início do desenvolvimento da indústria de congelação e conservação de pescado para venda e exportação.

     

    • Capela do Espírito Santo dos Mareantes, Sesimbra

    SESIMBRA: MEMÓRIA e IDENTIDADE
    4 FEV | sáb | das 9.30 às 13h
    Visita guiada

    Conhecer os principais momentos do Carnaval de Sesimbra, uma das tradições com maior adesão da população local, é a proposta do projeto Sesimbra: Memória e Identidade para o mês de fevereiro. Os bailes de Carnaval, a mais antiga escola de samba do país e o espetáculo de rua, que atrai centenas de visitantes à vila, são temáticas a abordar durante esta visita guiada, que vai, certamente, trazer à memória de várias gerações de sesimbrenses momentos de grande diversão, convívio e partilha.

    • Inscrições: 21 228 82 06 / 07 / museu@cm-sesimbra.pt
    • Limite: 25 participantes
    • Transporte incluído
    • Ponto de encontro: terminal rodoviário, Sesimbra

    LANÇAMENTO
    17 DEZ | sáb | 16h

    Livro Digital

    • Grupo de Espeleologia da Costa Azul
    • Sala Polivalente, Biblioteca Municipal de Sesimbra

    SESIMBRA: MEMÓRIA E IDENTIDADE
    26 NOV | sáb | das 9 às 12.30h
    Visita guiada


    • Inscrições: 21 228 82 06 / 07 / museu@cm-sesimbra.pt
    • Limite: 25 participantes
    • Transporte incluído
    • Ponto de encontro: terminal rodoviário, Sesimbra